Pergunta 1: Os moluscos bivalves (ostras e mexilhões) são organismos economicamente importantes como fonte de alimento para o homem, por possuir alto valor nutritivo. Eles conseguem filtrar grandes volumes de água em poucas horas, daí serem comumente chamados "organismos filtradores", mas, em consequência, podem acumular no seu tubo digestório, altas concentrações de microorganismos e compostos químicos tóxicos, eventualmente presentes na água onde vivem, assim pondo em risco a saúde pública e exercendo grande impacto social e econômico nas áreas de sua criação. Marque a opção que se refere aos moluscos:
a) Os moluscos não possuem sistema digestório.
b) Os mexilhões possuem concha com apenas uma valva.
c) Nos mexilhões, as brânquias têm função respiratória e importante papel na nutrição.
d) Os moluscos são sempre hermafroditas.
Pergunta 2: Uma pessoa tem alergia a moluscos. Em um restaurante onde são servidos "frutos do mar". Ela pode escolher, sem problemas, o prato que contenha:
a) lagosta e camarão.
b) polvo e caranguejo.
c) mexilhão e lagosta.
d) lula e polvo.
Pergunta 3: Os moluscos constituem um grupo abundante e diversificado de animais que apresentam corpo mole, com ou sem concha, simetria bilateral. Assinale a alternativa que indica corretamente todos os possíveis hábitats desses animais.
a) Ambientes aquáticos e terrestres.
b) Ambiente marinho.
c) Ambientes aquáticos: marinho e dulcícola (água doce).
d) Ambientes marinho e terrestre.
Pergunta 4: Que diferença característica permite considerar os moluscos mais complexos que os cnidários?
a) Os cnidários apresentam apenas reprodução assexuada, enquanto os moluscos apresentam reprodução sexuada.
b) Os cnidários possuem simetria bilateral, enquanto os moluscos, simetria radial.
c) Os cnidários possuem circulação aberta, enquanto todos os moluscos têm circulação fechada.
d) Os cnidários possuem sistema nervoso difuso, enquanto os moluscos o possuem bastante desenvolvido.
Pergunta 5: É encontrada apenas entre os moluscos, a estrutura:
a) esqueleto calcário.
b) tentáculos.
c) tubo digestório completo.
d) rádula.
Pergunta 6: Na escala zoológica, os primeiros animais que apresentam estruturas especializadas para a respiração são os:
a) espongiários.
b) cnidários.
c) platelmintos.
d) moluscos.
Pergunta 7: Nos pelecípodes (bivalves), o alimento é obtido graças a uma camada de muco que recobre:
a) o pé.
b) a boca.
c) as brânquias.
d) a concha.
Pergunta 8: Os invertebrados que possuem olhos estruturalmente semelhantes aos dos vertebrados são os:
a) insetos.
b) cefalópodes.
c) crustáceos.
d) gastrópodes.
Pergunta 9: Polvo, mexilhão, lesma e lula são animais pertencentes:
a) ao mesmo filo e à mesma classe.
b) ao mesmo filo, porém a classes diferentes.
c) A filos diferentes
d) À mesma classe
Pergunta 10: A produção de pérolas requer a introdução artificial de pequenas partículas estranhas no manto. Esta circunda o corpo estranho e secreta camadas sucessivas de nácar sobre ele. Os animais são mantidos em cativeiro por muitos anos até que as pérolas sejam formadas. Os animais utilizados nesse processo pertencem, respectivamente, ao filo e à classe:
a) Molusco e Gastrópodes.
b) Artrópodes e Insetos.
c) Molusco e Cefalópodes.
d) Molusco e Bivalves.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Moluscos, animais de corpo mole
Ao passear na areias de uma praia, muitas pessoas gostam de admirar e pegar conchinhas trazidas pelas ondas. Essas conchinhas são de diversos tamanhos, formas e cores. Muitas vezes, se tornam bijuterias, pequenos enfeites, ou até mesmo elementos de uma coleção.
Os moluscos têm uma composição frágil, são animais de corpo mole, mas a maioria deles possui uma concha que protege o corpo. Nesse grupo, encontramos o caracol, o marisco e a ostra. Há também os que apresentam a concha interna e reduzida, como a lula, e os que não têm concha, como o polvo e a lesma, entre outros exemplos.
A concha da ostra protege de predadores, da dissecação etc.
A concha é importante para proteger esses animais e evitar a perda de água. Ela é produzida por glândulas localizadas sob a pele, uma região chamada de manto.
Ela não é uma parte viva do corpo do molusco; conforme o animal aumenta de tamanho, novo material é acrescentado à concha, que pode variar de forma e tamanho e ser formada por uma ou mais peças.
Onde vivem os moluscos
Você pode encontrar moluscos no mar, na água doce e na terra. Por exemplo: o caramujo e a lesma ficam em canteiros de horta, jardim, enfim, onde houver vegetação e a terra estiver bem úmida, após uma boa chuva; ficam também sobre plantas aquáticas em lagos, beira de rios etc. O grande caramujo marinho vive se arrastando nas rochas ou areias no fundo do mar. Já as ostras e o marisco fixam-se nas rochas no litoral, enquanto a lula e polvo nadam livremente nas águas marinhas.
No tempo em que ainda não havia vida no ambiente terrestre, os moluscos - com a sua concha protetora - já habitavam os mares. O caramujo do mar é uma das espécies que têm 500 milhões de anos de história. Portanto ele já existia há alguns milhões de anos antes dos peixes surgirem no mar. Fósseis revelam que esses seres, atualmente pequenos, foram, no passado, bem maiores, pois há concha fóssil de 2,5 metros.
O corpo dos moluscos
Como já vimos, os moluscos têm corpo mole. A sua pele produz uma secreção viscosa, também conhecida por muco, que facilita principalmente a sua locomoção sobre troncos de árvores e pedras ásperas, sem machucar o corpo.
O corpo desse tipo de animal é composto por: cabeça, pés e massa visceral. A massa visceral fica dentro da concha e compreende os sistemas digestório e reprodutor.
Classificação dos moluscos
A forma e o tipo da concha são alguns dos critérios usados na classificação dos moluscos. Atualmente, esses animais estão divididos em três classes: os gastrópodes, os bivalves e os cefalópodes.
1- Gastrópodes (“pés no ventre”) ou univalves
A concha única, em espiral, é característica típica do grupo dos gastrópodes. Por essa razão, são chamados univalves (uni significa "única", e valve, "peça").
Entre os gastrópodes, estão o caracol e o caramujo; a lesma, apesar de não apresentar concha ou apresentá-la muito reduzida, também está incluída nesse grupo.
Os gastrópodes são animais aquáticos ou terrestres de ambiente úmido. Os aquáticos respiram por meios de brânquias, enquanto os terrestres apresentam pulmões.
A cabeça (bem desenvolvida) da lesma, do caracol e do caramujo possui dois pares de tentáculos, semelhantes na aparência a antenas. Os olhos ficam nas extremidades do par de tentáculos mais longos.
Na boca, existe a rádula, um tipo de "língua raspadora" que facilita a alimentação desses animais.
2- Bivalves ou pelecípodes(pé em forma de machado)ou lamelibrânquios(brânquias laminares)
Os bivalves apresentam concha com duas peças fechadas por fortes músculos
(bi significa "duas", e valve, "peça"). São seres aquáticos e, em geral, vivem no ambiente marinho.
Eles são animais filtradores, isto é, retiram o alimento da água. Não possuem cabeça, nem rádula (são os únicos moluscos desprovidos dessa espécie de língua), nem tentáculos. Sua massa visceral fica totalmente protegida pela concha. O pé se expande para fora quando as conchas se abrem.
A respiração desses animais é branquial; as conchas permitem que uma corrente de água circule entre as brânquias, que absorvem e filtram o oxigênio dissolvido na água. Em relação à reprodução em geral os sexos são separados, e a união dos gametas, ou seja, a fecundação é externa. Na água, a fêmea solta os óvulos, e o macho solta os espermatozóides. As células se encontram, ocorre a fecundação e se forma os ovos.
3- Cefalópodes (“pés na cabeça”)
Cefalópode é uma palavra de origem grega; vem de Kephale, que significa "cabeça", e de pode, "pé“ – pés ligados à cabeça. Designa um grupo de moluscos do qual fazem parte o polvo, a lula.
A concha pode não existir (como no polvo), ser interna e reduzida (como na lula) ou ser externa (como no náutilos).
Os cefalópodes apresentam cabeça grande, olhos bem desenvolvidos, semelhantes aos dos vertebrados e capazes de distinguir cores e rádula dentro da boca. Possuem oito (polvo), dez (lula) ou mais tentáculos (náutilo), que são "braços" alongados.
Alguns cefalópodes fabricam uma tinta escura chamada sépia, que é guardada numa bolsa (tinteiro) que fica no interior do corpo. Quando atacados por predadores, esses animais soltam jatos de tinta que tingem a água. Assim eles podem fugir sem serem caçados.
Esses animais têm a circulação fechada - isto é, o sangue só circula no interior dos vasos, diferente dos outros moluscos.
A respiração é branquial. Eles têm um sistema nervoso bastante desenvolvido se comparado ao de outros invertebrados. Além da visão, o olfato é bem apurado.
Esses moluscos, em geral, têm sexos separados e a fecundação é interna. Há pesquisas que indicam que algumas espécies de polvo cuidam dos filhotes, protegendo-os dos predadores.
Como recurso de defesa, alguns moluscos contam com a camuflagem. Ao mudarem de cor são confundidos com o ambiente. A lula e o polvo, por exemplo, expelem uma substância escura na água. Isto confunde os predadores desses moluscos, permitindo a sua fuga.
PERGUNTAS INTERESSANTES
Como animais bivalves e univalves se prendem às suas conchas?
Entre a concha e o manto existe um espaço conhecido como cavidade do manto, nele estruturas especiais se projetam a fixar a concha nos univalves. Os bivalves possuem uma substância fixadora.
Como se controla a cor de uma concha?
Varia conforme a região de procedência, luminosidade e condições ambientais.
A partir de que animal marinho fazia-se a tinta da Índia?
O polvo se defende expelindo a tinta conhecida como sépia.
Que molusco deixa um rastro brilhante?
A lesma, o rastro é uma substância que serve para ela escorregar e se locomover com maior facilidade.
Que conchas eram usadas como dinheiro por tribos antigas?
As Cypraea foram utilizadas inclusive por portugueses e holandeses como dinheiro. Aliás, o nome popular da Cypraea em inglês é Cowrie, que nada mais é a palavra portuguesa Cauri (Concha) adaptada para o inglês. Os holandeses têm registros de 4,7 bilhões de Cypraea comercializadas entre 1669 e 1766!
Que concha é considerada sagrada pelos tibetanos?
A concha simpulum.
A tinta púrpura, dos tempos antigos, era retirada da secreção de que molusco?
É retirada do murice das conchas.
Qual é a fonte das pérolas? Como se formam?
São as ostras, que fazem as pérolas através de processos químicos com a areia de seu interior.
Usos comerciais.
Servem para coleção e enfeites, cal, produção de pérolas,farinha de conchas para aves.
Os moluscos e o homem
Muitos moluscos são usados na alimentação ou como matéria-prima para a indústria.
Polvos, mariscos, ostras e lulas, entre outros, além de saborosos, são muito nutritivos e ricos em proteínas, vitaminas, cálcio, fosfatos e outras substâncias.
Alguns moluscos são filtradores e acumulam resíduos de águas contaminadas no corpo que, ao serem ingeridos, podem causar paralisia e até mesmo a morte. Por isso é importante comprá-los em locais que garantam segurança para serem usados na alimentação.
Na indústria, as conchas dos moluscos são usadas para fabricar botões e bijuterias e também para fazer adubos.
As pérolas verdadeiras, de grande valor comercial, são produzidas por ostras. É a forma pela qual se defendem de objetos estranhos que penetram em seu corpo e ficam entre o manto e a concha. Assim, quando um grão de areia, por exemplo, penetra nesta região, a ostra produz camadas de madrepérola ao redor do grão, originando a pérola.
C U R I O S I D A D E S
- A espessura e a forma das conchas dos moluscos estão relacionadas com a adaptação ao ambiente em que eles vivem. Os caracóis possuem uma concha fina, que não prejudica sua locomoção em ambiente terrestre. O caramujo tem uma concha mais espessa, capaz de resistir ao choque das ondas. Os bivalves (pelecípodes) apresentam conchas achatadas de duas valvas, prendendo-se às rochas e resistindo à força da água. Os polvos e as lulas não possuem conchas externas e isso permite uma locomoção ágil por propulsão com jatos de água.
- Experimentos demonstram que substância química encontrada na tinta do polvo é capaz de curar câncer ==> Sabe-se ainda muito pouco sobre as propriedades de várias substâncias encontradas nos animais e vegetais. Alguns pesquisadores japoneses, entretanto, descobriram que existe uma substância química na tinta do polvo que é capaz de curar alguns tipos de câncer. Trata-se de um polissacarídeo (uma molécula grande de carboidrato como o amido do arroz).
Fazendo experimentos com essa substância, os cientistas a aplicaram em parte de um grupo de animais que possuíam a doença. Os animais doentes que não foram tratados morreram e 60% dos que foram submetidos à substância melhoraram sensivelmente.
Inibindo a divisão das células doentes - mas ainda não se sabe como -, a substância tem a vantagem de não gerar efeitos colaterais.
- Por que as lesmas derretem quando jogamos sal sobre elas => As lesmas possuem uma pele muito fina. Vivem em lugares úmidos e sombrios e, assim, não ocorrem grandes taxas de transpiração através da pele, fato que poderia provocar a desidratação desses animais.
Quando jogamos sal na lesma, ela perde água e se desidrata.
Mas, nesse caso, por que ocorre a desidratação?
É que o sal se dissolve na superfície da pele úmida do animal, formando uma solução salina, em que a água é o solvente e o sal é o soluto. Essa solução salina é muito mais concentrada em solutos (sais) do que a solução dos fluidos do corpo do animal. Assim, ocorre um fenômeno chamado de osmose, em que a água se desloca espontaneamente de uma solução mais concentrada em soluto para outra menos concentrada, até que essas soluções tenham a mesma concentração. Por isso, a lesma perde muita água e morre desidratada.
Vale lembrar que não se deve fazer isso, porque o animal sofre e isso não é justo.
Mesmo um animal pequeno é importante para o equilíbrio do ecossistema.
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos2/moluscos.php
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Platelmintos, Nematelmintos e Anelídeos
Platelmintos, Nematelmintos e Anelídeos
Apesar de os fósseis dos platelmintos, nematelmintos e anelídeos serem relativamente muito raros, calcula-se que esses animais surgiram provavelmente entre 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás. Quando esses invertebrados apareceram, a erosão dos continentes deu origem a uma grande camada de sedimentos no fundo dos mares. Isso teria propiciado uma grande quantidade de alimento e um ótimo esconderijo para esses seres.
Vermes de corpo achatado, cilíndrico ou dividido em anéis:
Os vermes que serão expostos a seguir, são distribuídos em três filos:
- Platelmintos - vermes de corpo achatado, em forma de fita;
- Nematelmintos - vermes de corpo homogeneamente cilíndrico e afilado em ambas as extremidades;
- Anelídeos - vermes de corpo dividido em anéis.
Os platelmintos são seres de corpo achatado; daí o nome do grupo: platelmintos (platy = "achatado"; helmintos = "verme"). Esses animais compreendem mais de 15.000 espécies. São principalmente aquáticos, vivendo nos mares, em córregos, lagos e pântanos ou em ambientes terrestres úmidos, arrastando-se no chão sobre um muco que produzem na parte ventral do corpo. Alguns tem vida livre, outros parasitam animais diversos, principalmente vertebrados.
Medindo desde alguns milímetros até alguns metros de comprimento, os platelmintos possuem tubo digestivo incompleto, ou seja, tem apenas uma abertura: a boca - através do qual tanto entram os alimentos como saem as fezes; portanto, não possuem ânus. Alguns nem tubo digestivo tem e vivem adaptados à vida parasitária, absorvendo, através da pele, o alimento previamente digerido pelo hospedeiro.
O corpo dos platelmintos apresenta as seguintes regiões:
- uma extremidade anterior onde se localizam a cabeça e os órgãos dos sentidos, incluindo células visuais agrupadas em ocelos;
- uma extremidade posterior ou caudal;
- um lado dorsal, ou seja, a parte de cima do corpo;
- um lado ventral, ou seja, a parte de baixo do corpo.
Dependendo das características que apresentam, os platelmintos estão divididos em grupos. Segue estudo sobre as planárias, as tênias e o esquistossomo como representantes desses grupos.
A planária faz parte de um grupo de platelmintos chamado turbelários. Tem o corpo achatado, semelhante a uma folha alongada. Podemos encontrá-la vivendo em córregos, lagos e lugares úmidos. Apresenta cílios no ventre que auxiliam a locomoção. Alimenta-se de moluscos, de outros vermes e de cadáveres de animais maiores.
A planária adulta é hermafrodita, isto é, apresenta tanto o sistema reprodutor masculino quanto o feminino. Quando duas planárias estão sexualmente maduras e se encontram, elas copulam. Após a troca de espermatozóides, os animais se separam e os ovos formados são eliminados para o meio externo. No interior de cada ovo encerrado em cápsulas desenvolve-se um embrião, que se transforma numa jovem planária.
As planárias podem também se reproduzir assexuadamente, simplesmente dividindo-se em duas partes. Cada uma das partes se desenvolve e dará origem a uma nova planária. Possuem, ainda, uma grande capacidade de regeneração. Cortando-se o animal em alguns pedaços, cada um deles pode dar origem a uma planária inteira.
Popularmente conhecidas por solitárias, as tênias fazem parte de um grupo de platelmintos chamados cestóides. Podendo atingir até oito metros de comprimento, as tênias são vermes parasitas, que vivem na carne do porco ou do boi e no intestino do homem.
Existem dois tipos de tênia: a Taenia solium, que parasita o porco e o homem, e a Taenia saginata, que parasita o boi e o homem.
O corpo das tênias é dividido em três partes:
- cabeça ou escólex;
- pescoço - curto prolongamento da cabeça;
- corpo ou estróbilo - dividido em segmentos chamados proglotes.
A Taenia solium pode ser distinguida da Taenia saginata observando-se os detalhes da cabeça. A Taenia solium tem ventosas e ganchos com os quais se prende nas paredes do intestino do homem. A Taenia saginata não tem os ganchos.
Considere uma pessoa que tenha uma tênia no intestino. Esse animal é hermafrodita e se autofecunda. As proglotes que amadurecem possuem órgãos de reprodução masculinos e femininos. Após a fecundação, as proglotes grávidas se desprendem do corpo da tênia e são eliminadas junto com as fezes da pessoa que está sendo parasitada. Se essas fezes forem lançadas no solo ou na água, elas poderão contaminar os alimentos que serão comidos pelos porcos ou pelos bois.
Ao serem ingeridos pro um porco ou por um boi, os ovos se rompem e liberam embriões com ganchos, que atravessam o tubo digestivo desses animais, caindo na corrente sangüínea. Conduzidos então pelo sangue, os embriões instalam-se nos músculos (carne) do animal e aí se transformam em larvas encistadas, que formam cisticercos. Os cisticercos tem cerca de 0,5 a 1,5 cm de diâmetro e seu aspecto lembra um grão de canjica, daí serem conhecidos popularmente como canjiquinhas.
Quando uma pessoa cone carne de porco ou de boi contaminada e mal cozida, a larva de aloja no intestino e aí se desenvolve, dando origem a uma tênia adulta, fechando o ciclo. A presença da tênia adulta no intestino humano provoca a doença chamada teníase. Entre outros sintomas da teníase, podemos considerar a ocorrência de insônia, irritabilidade, diarréia, cólicas abdominais e náuseas.
As tênias são vermes que causam muito mal à nossa saúde. Elas "roubam" alimento do nosso organismo deixando-nos doentes. Para evitá-las, devemos tomar as seguintes providências:
- exigir que as autoridades do governo realizem obras de saneamento básico (água tratada e encanada, rede de esgotos, coleta de lixo, etc) e uma boa fiscalização da carne nos abatedouros e açougues;
- construir fossas nos lugares onde não haja rede de esgotos;
- não jogar as fezes em água ou locais próximos a alimentos que possam ser ingeridos por porcos ou bois;
- cozinhar bastante a carne. O cozimento prolongado mata as larvas de tênia;
- Tomar cuidado com a água, com os alimentos crus e com a higiene das mãos.
O esquistossomo (Schistosoma mansoni) pertence a um grupo de platelmintos denominados trematódeos. Esse verme é muito perigoso, pois produz nas pessoas uma doença grave chamada esquistossomose.
O esquistossomo tem sexos separados; a fêmea mede cerca de 1,5 cm de comprimento e o macho, cerca de 1 cm. O esquistossomo macho possui um canal onde a fêmea se abriga na época da reprodução.
O esquistossomo vive geralmente nas veias que ligam o intestino ao fígado das pessoas. A presença desses vermes e de uma grande quantidade de ovos pode provocar um rompimento dessas veias. Além disso, ocorre um aumento no volume do abdome devido ao crescimento desproporcional do fígado e do baço. Por isso, a esquistossomose é também conhecida como barriga-d'água. Entre outros sintomas, além do aumento do volume do abdome, podem ocorrer dores abdominais, cólicas, náuseas, inflamação do fígado e enfraquecimento do organismo.
Inicialmente o esquistossomo põe seus ovos nas veias do intestino do hospedeiro. Esses ovos atravessam as paredes das veias e do intestino e são eliminados juntamente com as fezes. Os ovos que caem na água transformam-se em larvas, os miracídios. Estes penetram no corpo de um caramujo do gênero Biomphalaria e ali transformam em larvas com cauda, chamadas cercárias. Depois de formadas, as cercárias saem do caramujo e passam novamente para a água. As cercárias, então, podem penetrar a pele humana, atingindo a corrente sangüínea e, finalmente, as veias que ligam o intestino ao fígado, onde se desenvolvem e se transformam em vermes adultos, fechando o ciclo.
Para combater o esquistossomo, são necessárias as seguintes providências:
- exigir que as autoridades do governo realizem obras de saneamento básico;
- nunca entrar em água onde existam os caramujos hospedeiros do esquistossomo (açudes, lagos, várzeas, etc);
- construir fossas onde não exista esgoto;
- combater o caramujo hospedeiro. Dessa maneira impede-se a formação de cercárias, interrompendo o ciclo vital do esquistossomo.
Os nematelmintos (nemato = "filamento"; helmintos = "verme") são vermes de corpo cilíndrico, afilado nas extremidades. Muitas espécies são de vida livre e vivem em ambiente aquático ou terrestre; outras são parasitas de plantas e de animais, inclusive o homem.
Ao contrário dos platelmintos, os nematelmintos possuem tubo digestivo completo, com boca e ânus. Geralmente tem sexos separados, e as diferenças entre o macho e a fêmea podem ser bem nítidas, como no caso dos principais parasitas humanos. De modo geral o macho é menor do que a fêmea da mesma idade e sua extremidade posterior possui forma de gancho.
Ancilóstomos, lombrigas, oxiúros e filárias são alguns tipos de nematelmintos que parasitam os seres humanos. A seguir uma explanação sobre cada um deles:
Os ancilóstomos são uma das espécies mais conhecidas (ancylostoma duodenale) e vive no intestino delgado do homem.
Os ancilóstomos possuem ganchos na cavidade da boca, com os quais lesam a parede do intestino, provocando a liberação de sangue, que usam como alimento. Por isso, provocam hemorragias, que deixam a pessoa anêmica e sem capacidade para o trabalho. A pessoa atacada pelos ancilóstomos fica com a pele amarelada; daí a ancilostomose, nome da doença causada por esses vermes, ser também chamada amarelão.
A pessoa contaminada elimina os ovos do verme juntamente com as fezes. No chão, misturados com a terra úmida, os ovos dão origem a larvas. Quando um homem anda descalço sobre a terra, as larvas podem penetrar em seus pés (principalmente entre os dedos) e entrar na corrente sangüínea. Conduzidas pelo sangue até os pulmões, migram sucessivamente para os brônquios, traquéia, laringe e faringe. Daí elas vão para o esôfago, para o estômago e, finalmente, alcançam o intestino delgado, onde se desenvolvem, atingindo a forma adulta.
Pode-se evitar o amarelão tomando-se o cuidado de não andar descalço em solos que possam abrigar as larvas do parasita, além de cuidados higiênicos, usando instalações sanitárias adequadas, com esgoto ou fossa séptica.
O nome científico das lombrigas é Ascaris lumbricoides. Medem aproximadamente 25 centímetros de comprimento e vivem no intestino humano. Geralmente encontram-se entre quatro e dez lombrigas nas pessoas atacadas, mas esse número pode ser bem maior.
As lombrigas são muito prejudiciais à saúde, pois se alimentam das substâncias nutritivas necessárias à vida do homem. A doença provocada por esses vermes é chamada ascaridíase e, entre seus sintomas, podemos considerar a ocorrência de náuseas, vômitos, cólicas abdominais e emagrecimento.
No intestino humano, as fêmeas fecundadas liberam milhares de ovos por dia. Esses ovos são eliminados juntamente com as fezes e podem contaminar a água e alimentos diversos. Quando uma pessoa engole ovos deste verme juntamente com alimentos crus, frutas mal lavadas e água contaminada, esses ovos alcançam o intestino, onde se rompem e liberam larvas. As larvas atravessam a parede intestinal, caem na corrente sangüínea e migram sucessivamente para os pulmões, os brônquios, a traquéia, a laringe e a faringe. São então engolidas e retornam ao intestino, onde se desenvolvem e se transformam em vermes adultos, fechando o ciclo.
Pode-se evitar a ascaridíase, lavando cuidadosamente frutas e verduras, ingerindo apenas água tratada ou fervida e usando instalações sanitárias adequadas.
Os oxiúros são vermes (Enterobius vermicularis) que podem medir de oito a doze milímetros de comprimento e vivem no intestino grosso, onde provocam inflamações.
As fêmeas fecundadas liberam ovos no intestino humano. Esses ovos são eliminados juntamente com as fezes humanas e podem contaminar a água e alimentos diversos. Uma vez ingeridos por uma pessoa, esses ovos se rompem no intestino e liberam larvas, que se desenvolvem e se transformam em vermes adultos.
As fêmeas fecundadas dirigem-se à região anal, geralmente à noite, causando grande irritação. Crianças, principalmente, podem levar a mão a esse local, para coçar; caso a mão contaminada com os ovos do parasita seja depois levada à boca, esses ovos podem ser engolidos, iniciando-se um novo ciclo.
A doença provocada por esses vermes é chamada oxiurose e pode ser evitada com as mesmas medidas adotadas contra a ascaridíase.
As filárias alojam-se em vasos linfáticos de estruturas diversas dos seres humanos, como mamas e pernas. Os vasos linfáticos coletam e transportam a linfa, um líquido claro retirado dos espaços intercelulares dos tecidos, no interior dos órgãos. As filárias obstruem os vasos linfáticos e dificultam o escoamento da linfa. Com isso, a perna de uma pessoa, por exemplo, fica muito inchada, lembrando a pata de um elefante; por isso a doença é chamada elefantíase. Os vermes adultos têm cerca de quatro (macho) a dez centímetros (fêmea) de comprimento.
Uma pessoa adquire elefantíase quando é picada por um mosquito do gênero Culex, conhecidos como muriçocas. Ao sugarem o sangue de uma pessoa, esses mosquitos inoculam as larvas do parasita no organismo. Essas larvas se alojam nos vasos linfáticos e completam o seu desenvolvimento. Por isso, o combate a essa doença consiste basicamente na destruição do inseto e em evitar o seu acesso às moradias, colocando, por exemplo, telas nas janelas.
No grupo dos anelídeos estão incluídos os vermes cujo corpo é geralmente segmentado, dividido em anéis.
Os anelídeos vivem no solo úmido, na água doce e salgada. Podem ser parasitas ou de vida livre. Alguns são hermafroditas, mas existem também os que apresentam sexos separados.
O mais conhecido invertebrado deste grupo é a minhoca.
O corpo das minhocas é cilíndrico, alongado e dividido em anéis - que variam em número de acordo com a espécie e a idade.
No primeiro anel encontra-se a boca e no último o ânus. Na Pheretina hawayana, o 14°, 15° e o 16° anéis, a contar da boca, formam uma região denominada clitelo. O clitelo tem importante função na reprodução.
NAS FOTOS: ANELÍDEOS
Nas extremidades anterior e posterior do corpo existem células sensitivas que permitem às minhocas distinguir o claro e o escuro. Na superfície do corpo existem cerdas - pequenos filamentos que ajudam a locomoção.
As minhocas vivem no interior do solo, cavando túneis. Para se locomoverem, elas contraem e distendem seus músculos, fazendo com que os anéis se encolham e se estendam, num movimento ondulatório. Esse movimento é auxiliado também pelas cerdas, que se erguem, fornecendo ao animal maior apoio nas irregularidades do terreno.
As minhocas respiram pela pele, que deve permanecer úmida para facilitar as trocas gasosas.
Você já deve ter ouvido dizer que as minhocas comem terra. Na verdade, elas se alimentam de folhas caídas e dos restos vegetais que estão misturados ao solo. Para tanto, elas engolem porções de terra, nas quais encontram seus alimentos.
A faringe da minhoca possui glândulas que secretam um muco para lubrificar o alimento. Chegando ao papo, onde fica armazenado, o alimento passa em seguida para a moela, mais resistente. Na moela ocorre a primeira fase da digestão, ou seja, a trituração do material engolido. Esse material vai depois para o intestino, onde são absorvidas as substâncias alimentares. Os resíduos não aproveitados e a terra são eliminados através do ânus.
Os anelídeos apresentam formas variadas, de acordo com a presença de cerdas de seu corpo, foram divididos em três grupos:
- Oligoquetas: são os anelídeos com poucas cerdas. As minhocas pertencem a este grupo.
- Poliquetas: estes anelídeos têm muitas cerdas, vivem geralmente no mar.
Alguns poliquetas são fixos e secretam um tubo de calcário onde se escondem dos predadores e produzem "penachos'' com brânquias que rodeiam a boca, retirando o oxigênio da água e capturando microrganismos dos quais se alimentam. Outros são móveis, atuam como predadores e possuem cabeça bem diferenciada, com olhos e tentáculos.
- Hirundíneos: Os anelídeos deste grupo não possuem cerdas. O mais conhecido é a sanguessuga, que parasita animais diversos. Vive em riachos e pântanos. Nas extremidades de seu corpo existem ventosas: com uma delas a sanguessuga prende-se firmemente à pele de seu hospedeiro; com a outra, suga-lhe o sangue.
- C U R I O S I D A D E S -
- As sanguessugas produzem uma substância chamada hirudina, que impede a coagulação do sangue. Por isso mesmo foram muito utilizadas no século XIX para provocar sangrias em pessoas com pressão alta. Várias sanguessugas, que podem ingerir várias vezes o seu peso em sangue eram colocadas sobre o paciente.
- As minhocas atuam como verdadeiros "arados naturais", construindo galerias subterrâneas, revolvendo o solo e, assim, aumentando sua aeração e a drenagem de água.
Ao mesmo tempo, enterram folhas e depositam fezes na terra, contribuindo para a formação de humo, que fertiliza o solo. Sabe-se que um solo com minhocas é geralmente mais rico em sais minerais diversos que um solo destituído desses animais.
Cresce em todo o mundo a minhocultura, ou criação de minhocas, com a finalidade de produzir humo para a agricultura. O humo de minhocas não tem cheiro forte e pode ser armazenado por vários meses sem perda de qualidade. As minhocas são também utilizadas para a fabricação de rações animais, pois são relativamente ricas em proteínas.
- Os cientistas descobriram que as minhocas podem ser usadas para medir os níveis de poluição do solo. Como esses anelídeos se alimentam de grande quantidade de terra com restos de vegetais, alguns poluentes, como certos inseticidas, podem fica retidos em seu organismo.
Retirando um pouco do líquido corpóreo das minhocas, os cientistas conseguem estimar a quantidade de certas substâncias tóxicas no solo. Acrescentam ao líquido certos corantes que reagem rapidamente com essas substâncias, em caso positivo de poluição.
- A cisticercose é uma doença causada pela ingestão de ovos de Taenia solium. Neste caso, ocorre no corpo humano aquilo que se verifica no porco. Os embriões penetram na corrente sangüínea e podem se alojar em órgãos diversos, como os pulmões e o cérebro, onde formam cisticercos. As larvas no cérebro podem provocar dores de cabeça, convulsões, alterações visuais e até a morte.
Alguns remédios são utilizados na tentativa de destruir os cisticercos, mas, muitas vezes, é feita uma cirurgia para extraí-los.
- Até organismos relativamente simples como os platelmintos podem aprender.
Em laboratório, num labirinto com caminhos brancos e pretos, uma planária levava um choque sempre que escolhia o caminho preto. Então ela se virava para o caminho pintado de branco. Após o "treinamento", a planária passou a atravessar o caminho sem errar, escolhendo apenas os atalhos brancos.
Experimentos diversos também indicaram que platelmintos não "treinados", mas alimentados com carne de platelmintos "treinados", atravessaram corretamente o caminho, mostrando que essa aprendizagem fica memorizada no organismo do animal.
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Apesar de os fósseis dos platelmintos, nematelmintos e anelídeos serem relativamente muito raros, calcula-se que esses animais surgiram provavelmente entre 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás. Quando esses invertebrados apareceram, a erosão dos continentes deu origem a uma grande camada de sedimentos no fundo dos mares. Isso teria propiciado uma grande quantidade de alimento e um ótimo esconderijo para esses seres.
Platelmintos e Nematelmintos
1. Platelmintos — Vermes Achatados (Filo Platyhelminthes
Os platelmintos (do grego platy, ‘chato’, e helmins, ‘verme’) compreendem uma série de organismos inferiores considerados vermes, com a particularidade de terem o corpo achatado dorso-ventralmente. Assim são as planárias, as tênias ou solitárias e o esquistossomo (somente a fêmea deste último constitui exceção, já que é cilíndrica).
A classe dos turbelários corresponde ao modelo mais típico do filo. São todos platelmintos de vida livre e têm como representante a conhecida planária (Dugesia tigrina, antigamente chamada Euplanaria tigrina), habitante da água doce. Esses vermes têm epiderme ciliada com células glandulares secretoras de muco na face ventral do corpo. Assim, o animal desliza sobre o "tapete" viscoso que segrega, utilizando para isso a corrente de água que o seu epitélio ciliado produz. Em raras ocasiões, a planária desloca-se com movimentos de "mede-palmos" e pode até nadar à procura do alimento, quando provoca uma certa agitação ou "turbilhão" na água.
Na porção anterior do corpo (esboço de cabeça), ela possui um par de ocelos ou manchas ocelares, como se fossem dois pequenos olhos (aparentemente vesgos), que não permitem realmente "ver" as coisas, mas tão-somente perceber a luz.
Classe Trematoda
Os trematódeos, bem como os cestódeos, que veremos a seguir, são platelmintos que perderam alguns caracteres comuns ao filo, sofrendo profundas transformações, com a atrofia ou regressão de certos órgãos e desenvolvimento de outros, com a finalidade de melhor se adaptarem aos hábitos parasitários. Por isso, dissemos antes que os platelmintos de vida livre, aquáticos, como os turbelários, constituem o modelo ou padrão do filo Platyhelminthes.
Os trematódeos (do grego trematos, ‘dotado de buracos’) são vermes parasitas de carneiros, de outros animais vertebrados e do próprio homem. Possuem ventosas (que lembram buracos, daí o nome da classe) com as quais se fixam a certas estruturas do hospedeiro, podendo ou não alimentar-se por elas.
Os exemplos mais expressivos da classe são a Fasciola hepatica, parasita dos dutos biliares do carneiro, e o Schistosoma mansoni, parasita das veias do intestino humano. Ambos, por seu aspecto, lembram uma folha de árvore, mas o esquistossomo, bem menor (10 a 15 mm), particulariza-se pelo fato de possuir uma depressão longitudinal no meio do corpo — o canal ginecóforo (do grego gynaikos, ‘mulher’, e phorus, ‘portador’) — onde, durante o ato sexual, se aloja a fêmea, que é cilíndrica.
A fascíola e os esquistossomo possuem duas ventosas, uma anterior, com função de boca, e outra ventral, destinada a alguma parte dos hospedeiros.
Classe Cestoda ou Cestoidea
Os cestóides ou cestódios (do rego kestos, ‘fita’ e eidos, ‘semelhante’) são vermes platelmintos de corpo alongado em forma de fita. Podem medir de alguns milímetros a muitos metros de comprimento. Ex: Taenia saginata, Taenia solium e Taenia echinococcus ou Echinococcus granulosus.
As tênias são popularmente conhecidas de solitárias porque habitualmente se mostram isoladas, uma apenas em cada indivíduo. Mas isso não exclui a possibilidade de se encontrarem duas tênias num só hospedeiro. Todas as tênias são parasitas digenéticos, isto é, evoluem em dois hospedeiros — um intermediário, no qual se desenvolvem até a fase de larva, e um definitivo, no qual terminam a evolução, chegando à fase adulta.
O corpo de uma tênia é dividido em três partes: cabeça ou escólex, colo ou região proglotogênica (geradora de proglotes) e tronco ou estróbilo. Sua cabeça possui, além de quatro ventosas (nenhuma funciona como boca), uma coroa de ganchos quitinosos — o rostro ou rostelum, que ajuda a fixação do parasita ao intestino da pessoa. Aliás, é oportuno comentar que as tênias não possuem qualquer estrutura de sistema digestivo.
A partir do colo, são formados os anéis ou proglotes, que podem atingir grande número ao longo do corpo de uma solitária (a tênia do boi ou Taenia saginata pode atingir 12 m de comprimento, com cerca de 2 000 proglotes). O tronco ou estróbilo, apresenta anéis imaturos (diâmetro transversal predominante), anéis maduros (diâmetros transversal e longitudinal equiparados) e anéis grávidos (os terminais, com predomínio do diâmetro longitudinal, portando de 30 mil a 50 mil ovos embrionados cada um).
O ovo possui um embrião dotado de seis ganchos e, por isso, chamado embrião hexacanto ou oncosfera. Esse embrião fica envolto por uma massa de substância nutritiva de reserva. Quando ingerido pelo animal hospedeiro intermediário, o ovo liberta o embrião, que passa à circulação sangüínea e vai encistar-se na musculatura, mantendo-se na fase de larva ou cisticerco. A ingestão dessa carne mal cozida permite que a larva se libere e se desenvolva no intestino humano, originando a tênia adulta.
A formação de proglotes é contínua pela região do colo. Assim, a expulsão incompleta de uma tênia, sem a cabeça e colo, será seguida a total regeneração do parasita.
A profilaxia (prevenção) da teníase consiste em principalmente e em evitar-se a ingestão de carne mal cozida. Há, contudo, tratamento específico para esse tipo de verminose.
2. Nemaltelmintos — Vermes Cilíndricos (Filo Aschelminthes)
O filo Aschelminthes (do grego askos, ‘pequeno saco’, ‘envoltório’, e helmins, ‘verme’) é um dos maiores filos da Zoologia em número de indivíduos viventes. Existem espécies parasitas, mas a maioria é de vida livre. Os asquelmintos de vida livre habitam o solo úmido, a areia dos desertos e das praias, a água estagnada, o mar. Os parasitas infestam os animais e as raízes, frutos e outras partes das plantas. Todos possuem o corpo protegido por uma película ou cutícula resistente, em função da qual foi dado o nome do filo.
Os asquelmintos são animais de simetria bilateral (bilatérios), triploblásticos porém pseudocelomados, isto é, a cavidade do corpo não é "totalmente" revestida por folhetos mesodérmicos. Essa cavidade é limitada, por um lado, por músculos (de origem mesodérmica), mas, por outra lado, ela é limitada pela parede do tubo digestivo (de origem endodérmica). Logo, nestes animais, não existe um celoma verdadeiro, e sim um "falso celoma" ou pseudoceloma. Os asquelmintos são os únicos pseudocelomados na escala animal.
Os nematódeos (do grego nematos, ’filamento’, e eidos, ‘semelhante’) são todos cilíndricos e alongados. Corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. Sistema digestivo completo, possuindo boca e ânus. O sistema nervoso é formado de um anel anterior, que circunda a faringe, e cordões nervosos longitudinais relacionados com aquele anel. O sistema locomotor é estruturado em camadas musculares longitudinais situadas logo abaixo da epiderme. As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Não há movimentos laterais. Todos os nematódeos são unissexuados (animais dióico), ou seja, têm sexos separados — machos e fêmeas distintos. Em alguns, há até nítido dimorfismo sexual (o macho é bem diferente da fêmea).
Não há estruturas flageladas nem ciliadas nesses animais. Nem mesmo os espermatozóides possuem flagelos. Eles se locomovem por meio de pseudópodos, com movimentos amebóides.
Os nematódeos não possuem sangue, sistema circulatório nem sistema respiratório. A respiração é anaeróbia.
Os principais nematódeos parasitas da espécie humana são:
Vermes achatados dorsoventralmente, como uma folha de papel. Não possuem sistema circulatório e respiratório. Têm simetria bilateral. Vivem na água doce ( exemplo Planárias) e do mar ( vida livre). Alguns têm vida parasitária.
Sistemo digestório é incompleto ou ausente. A excreção é feita por células-flama. Estruturas típicas dos platelmintos, as células-flama eliminam os excretas para a superfície corpórea. São os primeiros animais com um sistema nervoso central que é formado por um anel nervoso, ligados a cordões longitudinais ou por um par de gânglios cerebróides dos quais partem filetes nervosos laterais que percorrem todo o corpo, emitindo ramificações.
São hermafroditas, alguns se reproduzem por partenogênese.
Ainda que os platelmintos não tenham sistema circulatório nem sejam dotados de sangue, já revelam, contudo, um sistema excretor e um sistema reprodutor bem definidos, além do sistema nervoso já descrito.
Quanto à respiração, os platelmintos ainda a realizam por difusão (os de vida livre, como a planária) ou, então, fazem a respiração anaeróbica (os endoparasitas, como as tênias ou solitárias).
Sobre a reprodução, podemos dizer que a maioria é hermafrodita, podendo ou não fazer a autofecundação. As planárias são hermafroditas (monóicas), mas só se reproduzem por fecundação cruzada. As tênias são hermafroditas autofecundantes. Os esquistossomos são dióicos, isto é, têm sextos distintos (do grego di, ‘dois’, e oikos, ‘casa’).Classe Turbellaria
Na porção anterior do corpo (esboço de cabeça), ela possui um par de ocelos ou manchas ocelares, como se fossem dois pequenos olhos (aparentemente vesgos), que não permitem realmente "ver" as coisas, mas tão-somente perceber a luz.
Uma peculiaridade da planária: a sua boca situa-se na região mediana da face ventral. Através dela, a faringe pode sofrer uma eversão, projetando-se para fora como uma tromba ou probóscida a fim de sugar as partes moles dos alimentos. Não há estômago e o intestino apresenta três ramos — um que se dirige para a frente e dois que se dirigem para trás. Essa trifurcação é amplamente ramificada, permitindo que os produtos da absorção digestiva alcancem com facilidade (por difusão) todas as células do corpo. O tubo digestivo não possui ânus e, por isso, os detritos não aproveitados são regurgitados pela boca (sistema digestório incompleto).
Apesar de hermafroditas (animais monóicos), as planárias realizam a fecundação cruzada, trocando espermatozóides. Cada um injeta seus espermatozóides na outra, numa vesícula receptora de esperma. Mas as planárias também têm alta capacidade de regeneração, o que lhes permite a reprodução assexuada, por fragmentação espontânea do corpo. Aí, cada fragmento regenera o que falta e se constitui em novo animal.Classe Trematoda
Os trematódeos, bem como os cestódeos, que veremos a seguir, são platelmintos que perderam alguns caracteres comuns ao filo, sofrendo profundas transformações, com a atrofia ou regressão de certos órgãos e desenvolvimento de outros, com a finalidade de melhor se adaptarem aos hábitos parasitários. Por isso, dissemos antes que os platelmintos de vida livre, aquáticos, como os turbelários, constituem o modelo ou padrão do filo Platyhelminthes.
Os trematódeos (do grego trematos, ‘dotado de buracos’) são vermes parasitas de carneiros, de outros animais vertebrados e do próprio homem. Possuem ventosas (que lembram buracos, daí o nome da classe) com as quais se fixam a certas estruturas do hospedeiro, podendo ou não alimentar-se por elas.
Os exemplos mais expressivos da classe são a Fasciola hepatica, parasita dos dutos biliares do carneiro, e o Schistosoma mansoni, parasita das veias do intestino humano. Ambos, por seu aspecto, lembram uma folha de árvore, mas o esquistossomo, bem menor (10 a 15 mm), particulariza-se pelo fato de possuir uma depressão longitudinal no meio do corpo — o canal ginecóforo (do grego gynaikos, ‘mulher’, e phorus, ‘portador’) — onde, durante o ato sexual, se aloja a fêmea, que é cilíndrica.
A fascíola e os esquistossomo possuem duas ventosas, uma anterior, com função de boca, e outra ventral, destinada a alguma parte dos hospedeiros.
A fascíola e o esquistossomo possuem embriões ciliados e nadadores que lembram ainda o aspecto da larva dos celenterados. Na fase adulta, a sua epiderme não é mais ciliada, mas recoberta por uma cutícula resistente aos sucos digestivos e outros humores do hospedeiro.
Daremos aqui a maior atenção ao esquistossomo, por ser um parasita da espécie humana e causador de uma das mais graves endemias brasileira — a esquistossomose.
O Schistosoma mansoni, apesar de sua localização no interior das veias do intestino, reproduz-se eliminando ovos que fistulam para dentro do tubo digestivo, sendo eliminados com as fezes. Em locais de poucos recursos higiênicos e sanitários, as fezes contaminadas por esses ovos são levadas até rios e ribeirões. Na água, os ovos se rompem e liberam o mirácido, embrião ciliado microscópico, que nada à procura de um hospedeiro intermediário — o caramujo Biomphalaria glabrata. Encontrado-o, o mirácido penetra-lhe pelas antenas e, na cavidade paleal do molusco, origina larvas que passam pelas fases de esporocistos e cercárias. Os esporocistos produzem gametas que se desenvolvem partenogeneticamente, resultando na formação das cercárias. Um mirácido apenas pode originar milhares de cercárias.
Com a morte do caramujo (hospedeiro intermediário) as cercárias, que possuem cauda bifurcada, passam à água e nadam ativamente. Se tocarem a pele de uma pessoa, atravessam-na e atingem os vasos sangüíneos, pelos quais se deslocam, arrastadas pela circulação, até as veias do plexo mesentérico, no intestino, onde se desenvolvem, dando vermes adultos.
Muitos esquistossomos migram para o fígado, provocando um processo de irritação crônico que leva à cirrose hepática. Os vermes causam obstrução à circulação sangüínea no intestino, o que determina ruptura de vasos, com hemorragias e passagem de plasma para a cavidade abdominal, levando à barriga-d’água (ascite). A doença é lenta, mas geralmente provoca a morte.O combate à esquistossomose se baseia no extermínio dos moluscos e na orientação às pessoas para não terem contato a água em locais suspeitos e contaminados. É necessária a orientação das populações para não defecarem no campo ou sobre rios. O tratamento da doença exige assistência médica e hospitalar.
Os cestóides ou cestódios (do rego kestos, ‘fita’ e eidos, ‘semelhante’) são vermes platelmintos de corpo alongado em forma de fita. Podem medir de alguns milímetros a muitos metros de comprimento. Ex: Taenia saginata, Taenia solium e Taenia echinococcus ou Echinococcus granulosus.
As tênias são popularmente conhecidas de solitárias porque habitualmente se mostram isoladas, uma apenas em cada indivíduo. Mas isso não exclui a possibilidade de se encontrarem duas tênias num só hospedeiro. Todas as tênias são parasitas digenéticos, isto é, evoluem em dois hospedeiros — um intermediário, no qual se desenvolvem até a fase de larva, e um definitivo, no qual terminam a evolução, chegando à fase adulta.
A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o boi.
A Taenia solium evolui até a fase da larva no porco.
Elas têm notável preferência por esses hospedeiros intermediários específicos, não admitindo "trocas". Mas ambas concluem a sua evolução no mesmo hospedeiro definitivo — o homem. A larva dessas tênias tem aspecto de uma pipoquinha branca que se aloja na musculatura estriada (carne) daqueles animais. Essa larva recebe o nome de cisticerco. Pode manter-se viva por muitos anos no músculo hospedeiro intermediário, mas nunca evoluirá para verme adulto se não passar para o hospedeiro definitivo.
Em circunstâncias especiais, o homem pode receber no estômago ovos de tênia. Aí, ele corre o risco de fazer o papel do hospedeiro intermediário. Se tal acontecer, ele poderá abrigar o cisticerco, revelando a cisticercose (que pode ocorrer no cérebro, num globo ocular, num pulmão ou no fígado).O corpo de uma tênia é dividido em três partes: cabeça ou escólex, colo ou região proglotogênica (geradora de proglotes) e tronco ou estróbilo. Sua cabeça possui, além de quatro ventosas (nenhuma funciona como boca), uma coroa de ganchos quitinosos — o rostro ou rostelum, que ajuda a fixação do parasita ao intestino da pessoa. Aliás, é oportuno comentar que as tênias não possuem qualquer estrutura de sistema digestivo.
A partir do colo, são formados os anéis ou proglotes, que podem atingir grande número ao longo do corpo de uma solitária (a tênia do boi ou Taenia saginata pode atingir 12 m de comprimento, com cerca de 2 000 proglotes). O tronco ou estróbilo, apresenta anéis imaturos (diâmetro transversal predominante), anéis maduros (diâmetros transversal e longitudinal equiparados) e anéis grávidos (os terminais, com predomínio do diâmetro longitudinal, portando de 30 mil a 50 mil ovos embrionados cada um).
O ovo possui um embrião dotado de seis ganchos e, por isso, chamado embrião hexacanto ou oncosfera. Esse embrião fica envolto por uma massa de substância nutritiva de reserva. Quando ingerido pelo animal hospedeiro intermediário, o ovo liberta o embrião, que passa à circulação sangüínea e vai encistar-se na musculatura, mantendo-se na fase de larva ou cisticerco. A ingestão dessa carne mal cozida permite que a larva se libere e se desenvolva no intestino humano, originando a tênia adulta.
A formação de proglotes é contínua pela região do colo. Assim, a expulsão incompleta de uma tênia, sem a cabeça e colo, será seguida a total regeneração do parasita.
A profilaxia (prevenção) da teníase consiste em principalmente e em evitar-se a ingestão de carne mal cozida. Há, contudo, tratamento específico para esse tipo de verminose.
A tênia Echinococcus granulosus é parasita habitual do cão. É menor cestódio conhecido. Mede de 3 a 5 mm e possui apenas três ou quatro proglotes: um imaturo, um maduro e um ou dois grávidos. Possui ventosas e rostro. A verminose por ele causada é chamada equinococose. Em casos raros e excepcionais, a larva dessa tênia pode parasitar a espécie humana, quando, então, causa o aparecimento de uma enorme tumoração cheia de líquidos, do tamanho de um coco-da-baía — o cisto hidático. A hidatidose, assim descrita, pode instalar-se no cérebro, no fígado ou nos pulmões, assumindo, conforme a localização, gravidade variável, que pode levar até à morte.
2. Nemaltelmintos — Vermes Cilíndricos (Filo Aschelminthes)
O filo Aschelminthes (do grego askos, ‘pequeno saco’, ‘envoltório’, e helmins, ‘verme’) é um dos maiores filos da Zoologia em número de indivíduos viventes. Existem espécies parasitas, mas a maioria é de vida livre. Os asquelmintos de vida livre habitam o solo úmido, a areia dos desertos e das praias, a água estagnada, o mar. Os parasitas infestam os animais e as raízes, frutos e outras partes das plantas. Todos possuem o corpo protegido por uma película ou cutícula resistente, em função da qual foi dado o nome do filo.
Os asquelmintos são animais de simetria bilateral (bilatérios), triploblásticos porém pseudocelomados, isto é, a cavidade do corpo não é "totalmente" revestida por folhetos mesodérmicos. Essa cavidade é limitada, por um lado, por músculos (de origem mesodérmica), mas, por outra lado, ela é limitada pela parede do tubo digestivo (de origem endodérmica). Logo, nestes animais, não existe um celoma verdadeiro, e sim um "falso celoma" ou pseudoceloma. Os asquelmintos são os únicos pseudocelomados na escala animal.
Os nematódeos (do grego nematos, ’filamento’, e eidos, ‘semelhante’) são todos cilíndricos e alongados. Corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. Sistema digestivo completo, possuindo boca e ânus. O sistema nervoso é formado de um anel anterior, que circunda a faringe, e cordões nervosos longitudinais relacionados com aquele anel. O sistema locomotor é estruturado em camadas musculares longitudinais situadas logo abaixo da epiderme. As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Não há movimentos laterais. Todos os nematódeos são unissexuados (animais dióico), ou seja, têm sexos separados — machos e fêmeas distintos. Em alguns, há até nítido dimorfismo sexual (o macho é bem diferente da fêmea).
Não há estruturas flageladas nem ciliadas nesses animais. Nem mesmo os espermatozóides possuem flagelos. Eles se locomovem por meio de pseudópodos, com movimentos amebóides.
Os nematódeos não possuem sangue, sistema circulatório nem sistema respiratório. A respiração é anaeróbia.
Os principais nematódeos parasitas da espécie humana são:
- Ascaris lumbricoides. O macho (cerca de 15 cm) é um pouco menor que a fêmea e tem a extremidade posterior enrodilhada. Parasita do intestino delgado. Contágio direto pela ingestão de água e alimentos contaminados com ovos de verme. O parasita passa por um ciclo no organismo humano, durante o qual a larva atravessa a parede do intestino, cai na circulação, vai ao fígado e depois aos pulmões, onde evolui parcialmente. Depois, prossegue pelos bronquíolos, brônquios, traquéia, laringe, glote, faringe, esôfago, estômago e, finalmente, retorna ao intestino, onde termina a evolução. A ascaridose ou ascaridíase provoca distúrbios digestivos não muito acentuados e cólicas vagas; só quando o número de vermes se torna muito grande é que surge o grave perigo de obstrução intestinal por novelos de áscaris.
- Ancylostoma duodenale e Necator americanus. São dois vermes muitos parecidos (cerca de 1,5 cm). Os ancilóstomos possuem uma espécie de boca com dentes que servem para "morder" a mucosa intestinal, fazendo-a sangrar. Esses parasitas alimentam-se de sangue. O necátor não possui dentes, mas lâminas cortantes na boca, que são usadas com a mesma finalidade. Isso provoca uma constante perda sangüínea no doente, que vai ficando anêmico e enfraquecido. É isso que justifica o nome popular de "amarelão" ou "opilação" que é dado à ancilostomose e à necatorose. Os ovos desses vermes são eliminados nas fezes e contaminam o solo, onde liberam larvas. Essas larvas têm a capacidade de penetrar pela pele das pessoas que andam descalças, sendo essa a principal via de propagação da doença. O uso de calçados constitui-se no melhor meio de profilaxia da ancilistomose.
- Ancylostoma caninum. É um parasita muito comum de cães. Todavia, sua larva pode penetrar na pele humana, onde cava túneis e provoca sensações de ardência e coceira extremamente incômodas. O contágio ocorre freqüentemente na areia das praias, onde os cães portadores da verminose defecam, ali deixando os ovos embrionados do parasita. A larva desse verme é conhecida como larva mígrans o bicho geográfico.
- Enterobius (Oxyurus) vermicularisI. É um dos vermes de maior disseminação entre crianças, embora também ocorra em adultos. Pequenino e numerosíssimo, o oxiúro prolifera nas porções baixas do intestino grosso, de onde migra para o reto, nas imediações do ânus, principalmente à noite. A intensa movimentação dos vermes ocasiona um irritante coceira no ânus, que identifica logo a oxiuríase.
- Wuchereria bancrofti. Também conhecida como filária de Bancroft, é um verme extra-intestinal, pois se localiza nos vasos linfáticos. A fêmea é maior que o macho, podendo alcançar 10 cm de comprimento. A presença do verme nos vaso linfáticos ocasiona a dificuldade circulatória da linfa, isto é, estase linfática. Há derramem de líquidos para os tecidos vizinhos, com aparecimento de edema (inchação) progressivo, que pode levar aquela parte do corpo a dimensões desproporcionais. Partes do corpo como mamas, bolsa escrotal e pernas assumem proporções chocantes. Essa doença tornou-se conhecida popurlamente como "elefantíase". Cientificamente, é a filariose ou wuquererose. O contágio é indireto, exigindo a participação de um transmissor ou vetor — o mosquito Culex fatigan. A larva desse verme é chamada microfilária e é mais facilmente encontrada no sangue do doente quando colhido à noite. Durante o dia, essas larvas se recolhem à circulação profunda dos grandes vasos.
netopedia.tripod.com/biolog/AnimaliaII.htm
Nematelmintos:
Vermes cilíndricos. Alguns animais são de vida livre, outros de vida parasitária.
O animal é um tubo dentro do outro. O tubo interno é o trato digestivo e o externo é constituído por uma cutícula. Não têm sistema circulatório , também não têm órgãos respiratórios.Sistema digestório completo, com boca e ânus. Na boca, podem ser encontradas placas cortantes semelhantes a dentes, com as quais os nematelmintos podem perfurar os tecidos de outros seres vivos. Muitos nematelmintos de vida livre são carnívoros e se alimentam de pequenos animais ou de corpos de animais mortos. Os parasitas intestinais recebem o alimento já parcialmente digerido pelo hospedeiro.
Reprodução : A maioria das espécies são dióicas, (realizam fecundação interna), ocorrendo em algumas nítido dimorfismo sexual: normalmente os machos são menores que as fêmeas.
Nematóide
dicasdeciencias.com/2008/.../
Porque todos os vermes parasitas, platelmintos e nematelmintos , se apresentam esbranquiçados pela presença de uma capa ou cutícula que recobre o corpo ? Essa capa esbranquiçada ( cutícula) protege os vermes da ação das enzimas digestivas do hospedeiro.
domingo, 7 de agosto de 2011
Reino Animal Filo: Celenterados ou cnidários
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O filo Cnidaria (do grego knidos, irritante, e do latim aria, sufixo plural) são os animais aquáticos conhecidos popularmente como celenterados ou cnidários, de que fazem parte as hidras de água doce, medusas, alforrecas ou águas-vivas, que são normalmente oceânicas, os corais, anémonas-do-mar e as caravelas.
Anatomia
Os pólipos e as medusas, formas aparentemente muito diferentes entre si, possuem muitas características em comum.

Digestão: extra e intracelular
Nos cnidários nota-se o início de uma organização tecidual. Existe uma boca, circundada por tentáculos, e uma cavidade digestiva, chamada cavidade gastrovascular. O antigo nome celenterados provém de cele, que significa cavidade e entero que quer dizer intestino. Já a denominação Cnidaria provém de estruturas (células) de defesa características do filo, chamadas cnidócitos.
Podem ser solitários (hidra, medusa) ou coloniais (corais).
CnidárioEstá representado por hidras, medusas ou águas-vivas, corais, anêmonas-do-mar e vespas-do-mar.
Existem basicamente dois tipos morfológicos de indivíduos:
Maioria são marinhos e formam colônias:corais >> colônias sésseis
caravelas >> colônias flutuantes
Simetria radial
Ao redor da abertura os celenterados ostentam um anel de tentáculos com células urticantes, os cnidócitos, capazes de injetar um minúsculo espinho, o nematocisto que pode conter uma toxina ou material mucoso. Estes "aparelhos" servem não só para se defenderem dos predadores,mas também para imobilizarem uma presa, como um pequeno peixe, para se alimentarem - os cnidários são tipicamente carnívoros.
Possuem um tipo de célula urticante denominada cnidócito >> apresenta uma organela especializada denominada nematocisto >> cápsula que contém em seu interior um líquido rico uma substância protéica tóxica e urticante >> defesa e captura de presa.
Os cnidócitos podem causar queimaduras em humanos.Na mesogleia, encontram-se dispersas células nervosas e outras com função muscular que promovem o fluxo de água para dentro e fora da cavidade central.
Os cnidários apresentam polimorfismo, ou seja, possuem duas formas corporais possíveis: o pólipo e a medusa.
Os pólipos têm corpo cilíndrico, fixo a um substrato. A boca é situada na região superior, rodeada de tentáculos, com grande concentração de cnidócitos.
Já as medusas são livres e natantes, sua boca se situa no centro da face inferior do corpo, que também é rodeada de tentáculos urticantes de efeito paralisante em pequenos animais, funcionando como forma de predar ou como maneira de se defender.
Ciclo de vida
Os cnidários reproduzem-se sexuada e assexuadamente. A reprodução sexuada dá-se na fase de medusa, com exceção dos antozoários (os corais e as anêmonas-do-mar), das hidras e algumas outras espécies que não desenvolvem nunca, a fase de medusa: os machos e fêmeas libertam os produtos sexuais na água e ali se conjugam, dando origem aos zigotos.Dos ovos saem larvas pelágicas chamadas plânulas, em forma de pêra e completamente ciliadas que, quando encontram um substrato apropriado, se fixam e se transformam em pólipos.
Em alguns celenterados, como os corais, a fase de pólipo é a fase definitiva.
Sistema nervoso
Formado por uma rede difusa de neurônios sensoriais, motores e interneurônios (gânglios) na epiderme.Digestão: extra e intracelular
Sistema respiratório
Ausente >> trocas gasosas por difusão.Sistema excretor
AusenteA presença de boca e cavidade digestiva tem importante significado evolutivo. Os alimentos podem ser ingeridos em maiores proporções e digeridos na cavidade antes de penetrarem nas células.
Fósseis de Cnidários datam do Pré-Cambriano (600 milhões de anos)
São organismos aquáticos (marinhos ou de água doce).Podem ser solitários (hidra, medusa) ou coloniais (corais).
Cnidário
Existem basicamente dois tipos morfológicos de indivíduos:
- As medusas, que são livre-natantes
- Os pólipos, que são sésseis
Maioria são marinhos e formam colônias:
caravelas >> colônias flutuantes
Simetria radial
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Filo Porífero
PROFº: HUBERTT GRÜN.
01 – PORÍFEROS:
São animais invertebrados que se caracterizam por apresentar o corpo cheio de poros. Imagem retirada da página: http://w.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/filoporifera/imagens/filo-porifera-19.gif
São aquáticos, de preferência marinhos, de vida livre ou coloniais; aneuromiários, pois não possuem o aparelho neuromuscular (são os únicos do reino animal).
02 – MORFOLOGIA:
1 → Poros. 2→ Átrio ou espongiocele. 3→ Ósculo. 4→ Pinacócitos (pinacoderme). 5→ Mesênquima. 6→ Porócitos. 7→ Amebócito. 8→ Espículas. 9→ Coanócitos.
As principais estruturas encontradas nos poríferos são:
Coanócitos, amebócitos, pinacócitos, porócitos, espículas, poros, átrio ou espongiocele, ósculo e mesênquima. 2.1 – COANÓCITOS: (CÉLULAS COM COLARINHO)
São células responsáveis pela captura, digestão dos alimentos e também revestimento interno. 2.2 – AMEBÓCITOS:
São células responsáveis pela distribuição dos alimentos, regeneração, reprodução e mecanismo de formação das espículas e gametas.
2.3 – PINACÓCITOS:
São células achatadas que fazem revestimento externo do animal, formando uma estrutura similar a epiderme denominada de pinacoderme. 2.4 – PORÓCITOS: São células que fazem revestimento dos poros.
2.5 – ESPÍCULAS:
São estruturas de sustentação.
Podem ser: espículas minerais de calcário (calcárias) ou de sílica (silicosa), enquanto que, as orgânicas são protéicas, e formam uma rede fibras de proteínas chamada de espongina.
2.6 – ÁTRIO - é uma cavidade central presente no corpo do animal, por onde circulam água, gases, excretas e gametas.
2.7 – ÓSCULO:-é uma abertura exalante, por onde são eliminados juntamente com a água os resíduos metabólicos do animal.
SISTEMA DIGESTIVO: ausente, porém, a digestão é exclusivamente intracelular feita pelos coanócitos.
SISTEMA CIRCULATÓRIO: ausente, porém, a distribuição dos alimentos é feita por difusão pelos amebócitos.
SISTEMA RESPIRATÓRIO: ausente, e a respiração é feita por “difusão”. O oxigênio livre está dissolvido na água e entra pelos poros.
SISTEMA EXCRETOR: ausente, os resíduos saem pelo ósculo.
SISTEMA NERVOSO: ausente.
SISTEMA REPRODUTOR: ausente, e a reprodução pode ser sexuada (com participação de gametas) ou assexuada.
Os poríferos podem realizar pelo menos dois tipos de reprodução assexuada: brotamento e regeneração, onde ocorre a formação de um segmento (pedaço) lateral ao corpo do porífero, que ao sofrer fragmentação formará um novo indivíduo.
Importante observar que os poríferos são animais monóicos (unisexuados, isto é, sem dimorfismo sexual, portanto, não apresentam macho e fêmea separados) ou dióicos (bisexuados, isto é, apresentando dimorfismo sexual), fecundação interna e desenvolvimento indireto (apresentam forma larvária).
Imagem retirada da página e modificada: http://w.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/poriferossexuada.jpg SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO: ausente. A sustentação do animal é feita por espículas.
Esponja de banho (utilizada pelos indígenas – apresenta rede de espongina).
A trajetória de entrada e saída da água é a seguinte: POROS → ÁTRIO → ÓSCULO
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